era uma vez um velho chinês
li dia desses um comentário sobre o fato do i ching ser sempre um velho chinês. mas não é bem assim. ele parece ser assim apenas para os conservadores, que atribuem grande crédito aos valores mais tradicionais. o meu i ching – e creio que todos que são seus discípulos têm alguma imagem desse interlocutor invisível – é, admito, chinês. mas é jovem e espantosamente sarcástico.
o i ching tem um ótimo conceito a respeito de si mesmo, como comprovou carl jung no prefácio da primeira edição inglesa. entende que tem valor e que será reconhecido oportunamente. mas acredito que ele estará up to date quando se apresentar não mais nos moldes orientais mas como uma jovem dinamarquesa baladeira, pois sabedoria não é sinônimo de barbas brancas.
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